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Quando o estúdio que fez Black Mesa anuncia um co-op tático, a expectativa vai lá em cima. Black Mesa é aquele remake fan-made de Half-Life que virou jogo comercial e tem 95% de avaliações positivas em mais de 100 mil análises na Steam. Currículo pesado.
Rogue Point é o primeiro projeto original da Crowbar Collective em mais de uma década, publicado pela Team17, e entrou em Acesso Antecipado em 12 de fevereiro de 2026. É um FPS tático cooperativo para 1 a 4 jogadores com estrutura roguelite.
E aqui vem a parte que a maioria dos sites não fala: a recepção foi morna. Então a pergunta “Rogue Point vale a pena” merece uma resposta honesta, não um resumo do release oficial. É o que este artigo tenta fazer.
O que é Rogue Point
Antes de responder se Rogue Point vale a pena, vale entender a proposta. E a premissa é boa. O CEO mais rico do planeta morreu, e conglomerados começam a brigar pelos pedaços do império dele. Através de um aplicativo chamado MERX, esses magnatas contratam exércitos mercenários com a mesma facilidade com que você pede comida por delivery.
Você e até três amigos formam o Rogue Point, um esquadrão independente de vigilantes que resolve peitar essa guerra corporativa.
Na prática, é um shooter tático em primeira pessoa com progressão roguelite. Você começa cada campanha com quase nada, uma pistola e um colete, e vai construindo seu arsenal ao longo das missões com o dinheiro que ganha.
Como funciona o co-op
Suporta 1 a 4 jogadores. Dá para jogar solo, mas assim como Deep Rock Galactic ou GTFO, o jogo é claramente desenhado para esquadrão.
O que mais chama atenção é que o jogo tem co-op local e LAN listados na Steam, além do online. Isso é raro em lançamento moderno e é um ponto a favor para quem ainda joga em rede local.
A proposta de equipe é real, não decorativa. Cada classe de inimigo exige resposta diferente, e o jogo pune grupo que entra atirando sem plano.

Os 6 tipos de inimigo MERX
Entender os inimigos é o que separa esquadrão que avança de esquadrão que morre no primeiro cômodo. São seis classes:
Soldier é o cavalo de batalha das esquadras MERX. Usa o ambiente a favor e trabalha em conjunto com outras unidades. Sozinho não é ameaça, em grupo coordenado é.
Berserker é o oposto: dopado e sem nenhum apreço pela própria vida, o objetivo dele é fechar a distância e retalhar seu time com um facão. É agente do caos e existe para destruir o plano que vocês montaram com carinho.
Sniper fica fortificado à distância, prende seu time e nega acesso a áreas importantes. O único aviso é o feixe de laser da arma dele e, logo em seguida, a cabeça do seu companheiro explodindo do lado.
Heavy é o brutamontes lento que não se cobre e absorve bala. Não tente resolver na força.
Lookout é o observador, que enxerga e reporta.
5-Star MERX é o topo da cadeia, o contratante letal de elite que testa o limite do seu time. É o chefe efetivo do jogo.
Mapas e o Parametric Design System
São quatro locais: aeroporto, shopping, escritório e plataforma de petróleo. Distribuídos em mais de 30 missões.
Quatro cenários parece pouco, e é aí que entra o recurso mais interessante do jogo: o Parametric Design System. Cada mapa é remodelado a cada partida, mudando layout e apresentando estratégias e desafios diferentes toda vez.
É a resposta da Crowbar para o problema de repetição em jogo roguelite com poucos cenários. Funciona? Em parte. Ajuda bastante nas primeiras horas, mas os quatro temas visuais continuam sendo quatro.

Armas, equipamento e o Dead Drop
O arsenal é generoso para um Acesso Antecipado:
- 22 armas
- 25 acessórios (miras, lasers, supressores, pentes estendidos)
- 11 dispositivos táticos
- 55 itens cosméticos desbloqueáveis
- 5 skins de cor e camuflagem por arma
A mecânica que diferencia é o Dead Drop. Você pode comprar exatamente o equipamento que quer, com o dinheiro que ganhou, ou apostar esse dinheiro no Dead Drop por uma chance de conseguir itens raros que não existem em outro lugar.
É um risco calculado que acontece antes da missão, na fase de planejamento. Gosto bastante dessa ideia, porque coloca decisão de grupo em um momento que normalmente é só menu.

Rogue Point vale a pena? A resposta honesta
Se você chegou aqui perguntando se Rogue Point vale a pena, aqui é onde preciso ser direto com você.
As avaliações na Steam estão em Mistas. No agregado geral, cerca de 64% das análises são positivas. E nos últimos 30 dias esse número caiu para perto de 43%, ou seja, a percepção recente está pior que a inicial.
Parte da comunidade de Black Mesa expressou decepção com a direção do estúdio. A crítica mais repetida é de que a equipe que fez um trabalho excepcional de level design e arte em uma campanha single-player acabou indo para um co-op online com estrutura mais genérica.
Isso é justo? Parcialmente. O jogo tem ideias boas, especialmente o Dead Drop e a variedade de classes inimigas. Mas expectativa alta cobra caro, e um Acesso Antecipado com quatro cenários carrega esse peso.
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- Seu grupo curte shooter tático de verdade, tipo GTFO ou Rainbow Six, e tem paciência para planejar
- Vocês são quatro e jogam juntos com frequência
- Você entende que Acesso Antecipado significa jogo em construção
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Espere se:
- Você está esperando “Black Mesa 2” ou algo com aquele nível de polimento narrativo
- Seu grupo prefere co-op casual e caótico, estilo REPO ou Lethal Company
- Você quer jogo completo e finalizado
- Você joga majoritariamente solo
Rogue Point vale a pena testar: dicas para as primeiras partidas
Aprenda as classes antes de aprender as armas. Saber que Berserker vem para cima e Sniper trava a sala vale mais do que decorar estatística de arma.
Não gaste tudo no Dead Drop no começo. A tentação é grande, mas equipamento garantido vale mais que sorte enquanto vocês ainda estão aprendendo os mapas.
Dividam funções desde a primeira missão. Alguém segurando ângulo, alguém abrindo, alguém cobrindo retaguarda. O jogo é construído para isso e pune grupo desorganizado.
Use o layout mutável a favor. Como o Parametric Design System muda o mapa a cada run, decorar rota não funciona. O que funciona é aprender a ler o cenário rápido.
Comece na dificuldade menor. As missões de endgame existem e são bem mais duras. Não tem motivo para se punir na primeira noite.
Perguntas frequentes
“Rogue Point é para quantos jogadores?”
De 1 a 4. Suporta online, co-op local e LAN.
“Precisa ter jogado Black Mesa?”
Não. São jogos completamente diferentes, sem relação de história. A ligação é só o estúdio.
“Está finalizado?”
Não. Entrou em Acesso Antecipado em fevereiro de 2026 e continua em desenvolvimento.
“Quantos mapas tem?”
Quatro locais (aeroporto, shopping, escritório e plataforma de petróleo), mas cada um é remodelado a cada partida pelo Parametric Design System, distribuídos em mais de 30 missões.
“Tem PvP?”
Não. É exclusivamente PvE cooperativo contra inimigos controlados por IA.
“Dá para jogar solo?”
Dá, mas o balanceamento e o design apontam claramente para grupo. Solo é a forma menos interessante de experimentar.
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Rogue Point vale a pena? É um jogo com boas ideias em um pacote que ainda não convenceu a maioria. O Dead Drop é inteligente, as classes inimigas têm identidade clara e a proposta tática é honesta.
Mas com avaliações Mistas e apenas quatro cenários, é difícil recomendar sem ressalva. Se o seu grupo curte tático e aceita jogo em construção, com desconto vale a experiência. Se vocês querem algo redondo e finalizado, colocar na lista de desejos e voltar daqui uns meses é a decisão mais sensata.
Acesso Antecipado é aposta. Só entre sabendo disso.

