The Mound: Omen of Cthulhu — Guia Co-op para Iniciantes em Português (2026)

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The Mound: Omen of Cthulhu chegou hoje, 15 de julho de 2026, e é diferente de qualquer terror cooperativo que você já jogou. Desenvolvido pela ACE Team (dos aclamados Zeno Clash e Rock of Ages) e publicado pela Nacon, é um extraction horror para até 4 jogadores ambientado em uma selva sul-americana amaldiçoada do século XVI, distorcida por forças lovecraftianas.

A premissa: você e sua equipe de exploradores partem de um galeão chamado Tempestad em busca de uma cidade perdida cheia de tesouros. O problema é que a selva não quer que você a encontre, e quanto mais fundo você vai, menos consegue confiar nos próprios olhos e ouvidos.

Este guia cobre tudo que você precisa saber para começar: como funciona o co-op e o proximity chat, o sistema de sanidade que distorce a realidade, o combate stealth, a mecânica de extração e as dicas que fazem a diferença entre voltar vivo com o tesouro ou enlouquecer na selva.

Com mais de 800 mil pessoas na lista de desejos antes do lançamento e uma demo no Steam Next Fest que atraiu mais de 200 mil jogadores, The Mound é um dos terrores co-op mais aguardados de 2026. Aqui está como não morrer nas primeiras horas.


O que é The Mound e como funciona o loop

The Mound combina a estrutura de um extraction game (entrar, coletar, sobreviver, extrair) com terror psicológico lovecraftiano. Cada expedição dura em torno de 20 minutos e segue este ciclo:

Sua equipe prepara a expedição a bordo do galeão Tempestad, escolhendo armas e equipamentos. Vocês infiltram a selva amaldiçoada, completam os objetivos do contrato, coletam tesouros e precisam extrair com o loot antes que a loucura ou o tempo acabem com vocês.

O detalhe crucial: sucesso não significa matar todos os inimigos. Significa voltar ao Tempestad vivo, com tesouro e conhecimento. Tentar limpar a selva inteira é a receita mais rápida para o desastre.

O jogo tem três camadas subterrâneas de dificuldade crescente: o K’n-yan iluminado de vermelho, o Yoth trancado nas sombras e o vazio completamente escuro de N’kai. Quanto mais fundo você desce, maior a recompensa e maior o perigo.


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Informações essenciais

Lançamento: 15 de julho de 2026

Plataformas: PC (Steam e Epic Games Store), PlayStation 5, Xbox Series X|S

Preço: US$29,99 (edição padrão) e US$39,99 (Deluxe, que adiciona a missão Temple of Yig, dois personagens extras e um pacote de cosméticos). Há desconto de lançamento de 20%, desbloqueado pela comunidade ao atingir 800 mil wishlists

Jogadores: 1 a 4 em co-op online

Crossplay: confirmado entre Steam, PS5 e Xbox Series X|S

Cross-save: não suportado (você não carrega seu progresso entre plataformas)

Proximity chat: sim, chat de voz espacial integrado

Importante: o co-op é exclusivamente online. Não existe tela dividida, couch co-op ou modo local. E a missão Temple of Yig (DLC gratuita) só precisa ser possuída pelo host para que todo o grupo possa jogar.


Co-op e proximity chat: o coração do jogo

The Mound foi construído em torno do jogo cooperativo. A dificuldade escala com o número de jogadores, então uma expedição com 4 pessoas tem mais inimigos e mais perigo do que uma solo.

O chat de voz espacial (proximity chat) é integrado e central para a experiência. Ameaças são ouvidas antes de serem vistas, e o jogo quer que você converse dentro do mundo em vez de usar o Discord. Isso cria uma dinâmica única: você precisa falar para se coordenar, mas falar alto pode atrair atenção.

Solo é possível, mas diferente

Você pode jogar sozinho com companheiros controlados por IA. Curiosamente, como a dificuldade escala com o número de jogadores, o jogo pode ser mais fácil em solo em alguns aspectos, já que há menos inimigos. Mas a experiência completa, a tensão de não confiar nos aliados e a coordenação sob pressão, só existe de verdade em grupo.


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O sistema de sanidade: quando você não pode confiar nos próprios sentidos

Esta é a mecânica que diferencia The Mound de Lethal Company, REPO ou qualquer outro terror co-op. Cada jogador tem um medidor de sanidade individual, e conforme você se aprofunda na selva, fica mais suscetível à paranoia e às alucinações.

O ponto genial: as alucinações são diferentes para cada jogador. Você pode ver um monstro que seus amigos não veem. Um aliado pode reagir a algo que não existe para você. O jogo planta deliberadamente armadilhas e distrações que fazem você questionar o que está vendo e ouvindo.

Isso transforma a comunicação em parte do horror. Em outros jogos, quando um amigo grita “monstro à direita!”, você confia. Em The Mound, talvez não haja monstro nenhum, apenas a sanidade dele se desfazendo. O melhor momento do jogo não é quando um monstro aparece, é quando o grupo começa a duvidar das próprias percepções.

Como gerenciar a sanidade

Fique atento ao seu medidor de sanidade e evite descer fundo demais sem necessidade. Complete os objetivos e extraia antes que a loucura tome conta. Alguns dos nove santos padroeiros (patron saints) do jogo oferecem bênçãos que ajudam a gerenciar efeitos, incluindo um que interrompe a chuva (mais sobre isso adiante).


Combate: stealth acima de tudo

The Mound combate

O combate em The Mound é deliberado e perigoso, não é um shooter onde você se sente poderoso. As armas são ferramentas que você usa com cuidado, porque barulho, pânico e timing ruim tornam tudo pior.

A regra mais importante: backstab mata

A descoberta mais valiosa das primeiras horas é que você pode atacar inimigos pelas costas (backstab), e isso é basicamente um one-shot. É um pouco difícil de executar no começo, mas depois que você consegue fazer consistentemente, quase não há razão para fazer outra coisa.

Priorize sempre a abordagem furtiva. Contorne os inimigos, chegue por trás, elimine silenciosamente. Combate aberto atrai mais inimigos e gasta recursos que você não tem de sobra.

Barulho atrai os monstros mais fortes

Armas mais barulhentas atraem os monstros mais difíceis. Existe um constante empurra e puxa entre o dano que você quer causar e a atenção que você quer evitar. Uma arma potente mas barulhenta pode ser mais problema do que solução dependendo da situação.

A chuva desativa algumas armas

Um detalhe de world-building brilhante: na chuva, você não consegue acender um pavio, então algumas armas de fogo (as que dependem de pavio, como armas da época) simplesmente não funcionam. Isso pode fazer você se sentir tolo por ter trazido a arma errada. Leve isso em conta ao montar seu loadout e considere as bênçãos de santos que afetam o clima.

Aviso sobre limitações de combate

Vale saber antes de comprar: no lançamento, o jogo não tem botão de pulo nem movimentos defensivos. Não há parry ou bloqueio para se defender dos inimigos. Os desenvolvedores mencionaram no Steam que estão trabalhando em adicionar bloqueio, mas não estava pronto para o lançamento. Se você depende de mecânicas defensivas em jogos de terror, ajuste suas expectativas.


Extração: saia antes de enlouquecer

A extração é o objetivo de toda expedição. Você desce, garante relíquias eldritch de alto valor e gerencia sua fuga. Os pontos de extração colapsam com o tempo, então quanto mais fundo você vai, mais arriscado fica sair.

O carrinho de boi (Ox cart)

Você tem um carrinho puxado por boi que funciona como armazenamento móvel para tudo que encontra na floresta. Ele é essencial para carregar tesouro de volta. Proteja o carrinho e organize o loot nele conforme avança.

Regras de extração

Extraia quando tiver tesouro suficiente. Não seja ganancioso tentando alcançar a camada mais profunda se sua sanidade já está baixa e o grupo está sem recursos.

Após uma atualização recente, o limite obrigatório no final das missões foi removido, então você pode permanecer na ilha enquanto conseguir sobreviver. Isso dá mais liberdade, mas também mais oportunidade de morrer por ganância.

Lembre-se: a progressão em The Mound é limitada (meta-progression reduzida). Seu maior recurso não é equipamento, é conhecimento. Aprender os mapas, os padrões dos inimigos e os truques da selva vale mais do que qualquer item.


Os santos padroeiros (Patron Saints)

The Mound tem nove santos padroeiros, cada um oferecendo bênçãos diferentes. Antes de cada expedição, você pode escolher um santo cuja bênção se alinha com sua estratégia.

As bênçãos vão desde efeitos de combate até utilidades ambientais, incluindo uma que interrompe a chuva (extremamente útil, considerando que a chuva desativa armas de pavio). Experimente diferentes santos conforme aprende o que cada expedição exige. Escolher o santo certo para a missão certa é uma camada estratégica que muitos iniciantes ignoram.


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10 dicas para sobreviver na selva

1. Aprenda a fazer backstab o quanto antes. É um one-shot na maioria dos inimigos e a forma mais segura e eficiente de eliminar ameaças. Pratique o timing.

2. Não confie cegamente nos alertas dos aliados. Com o sistema de sanidade individual, o que um jogador vê pode ser alucinação. Confirme antes de reagir em pânico.

3. Priorize stealth sempre. Contorne inimigos em vez de enfrentá-los. Combate aberto atrai reforços que você não quer.

4. Cuidado com o loadout de armas na chuva. Armas de pavio não funcionam molhadas. Verifique as condições ou leve uma bênção de santo que controla o clima.

5. Escolha o santo padroeiro de acordo com a missão. Cada um oferece bênçãos diferentes. O que para a chuva é ouro em missões chuvosas.

6. Não desça fundo demais cedo demais. As camadas mais profundas (Yoth e N’kai) têm recompensas maiores mas drenam sanidade rapidamente. Vá gradualmente.

7. Proteja o carrinho de boi. É seu armazenamento móvel. Perder o carrinho significa perder o tesouro coletado.

8. Conhecimento vale mais que equipamento. Como a progressão é limitada, aprender os mapas e padrões é seu maior trunfo. Cada expedição te ensina algo.

9. Extraia antes da ganância te matar. Cinco expedições bem-sucedidas com tesouro moderado valem mais que uma tentativa épica que termina em loucura coletiva.

10. Use o proximity chat com estratégia. Falar coordena o grupo, mas em momentos de perigo o silêncio pode ser mais seguro. Aprenda quando falar e quando calar.


The Mound vs Lethal Company e REPO

Se você já jogou Lethal Company ou REPO, vai reconhecer a estrutura de “entrar, coletar, extrair”. Mas The Mound se diferencia em pontos importantes:

Terror psicológico em vez de sustos: o sistema de sanidade e as alucinações individuais criam um medo diferente, baseado em desconfiança e paranoia em vez de jumpscares.

Combate mais realista e punitivo: sem botão de pulo, sem bloqueio (por enquanto), com foco total em stealth e backstab.

Ambientação única: uma selva do século XVI em vez de instalações industriais ou casas assombradas.

Dificuldade maior: reviews de lançamento apontam que The Mound é significativamente mais difícil e menos perdoador que seus antecessores. O jogo “não se importa com você e vai te jogar aos lobos só por diversão”, segundo uma análise.

A contrapartida é que chegar ao Mound final pode levar de 5 a 40 horas dependendo da sua habilidade e coordenação, o que dá muito mais conteúdo que os antecessores, mas também mais frustração.


Perguntas frequentes

“The Mound tem co-op local ou tela dividida?” Não. É exclusivamente co-op online para até 4 jogadores.

“Precisa comprar a DLC Temple of Yig?” Não. Ela é gratuita e apenas o host precisa possuí-la para todo o grupo jogar.

“Tem crossplay?” Sim, entre Steam, PS5 e Xbox Series X|S. Mas não há cross-save entre plataformas.

“Dá para jogar solo?” Sim, com companheiros de IA. A dificuldade escala com o número de jogadores. Mas o jogo foi desenhado para co-op e a experiência completa é em grupo.

“Tem proximity chat?” Sim, chat de voz espacial integrado. O jogo incentiva a comunicação dentro do mundo em vez de apps externos.

“É mais difícil que Lethal Company?” Sim, segundo as análises de lançamento. The Mound é menos perdoador, com combate mais punitivo e menos ferramentas para ajudar o jogador.

“Roda em PC fraco?” O jogo está em PC, PS5 e Xbox Series X|S (não roda em Xbox One). Para requisitos exatos de PC, verifique a página na Steam, mas por ser um lançamento 2026 com visual elaborado, hardware modesto vai precisar de configurações reduzidas.


Conclusão

The Mound: Omen of Cthulhu é uma proposta ousada no gênero de terror cooperativo. Ao trocar sustos baratos por terror psicológico genuíno, ao fazer você duvidar dos próprios sentidos e dos aliados, ele oferece uma experiência que Lethal Company e REPO não conseguem replicar.

Para iniciantes, o caminho mais seguro é: priorize stealth e backstab, gerencie sua sanidade com cuidado, escolha o santo padroeiro certo para cada missão, e nunca seja ganancioso na extração. O jogo é difícil e não vai segurar sua mão, mas para grupos que curtem tensão real e coordenação sob pressão, é uma das experiências de terror mais memoráveis de 2026.

Junte a galera, liguem o proximity chat, e desçam na selva de K’n-yan. Só não confiem em tudo que veem lá embaixo.


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